segunda-feira, 29 de outubro de 2007

FOCOS DE TENSÃO - matéria prova do 2º ano

O estudo da NOVA ORDEM MUNDIAL deixa claro que quase todas as áreas que apresentam problemas de focos de tensões, neste final de século, estão ligadas ao desmembramento do mundo bipolar. Na antiga Ordem, a questão era política, na atual Ordem as diretrizes são determinadas pelo poder econômico, de ter ou não poder de compra para se ter maior atenção do chamado mundo do eixo Norte.
Pode-se ainda considerar como um "foco" a questão da Xenofobia do Eixo Norte em relação aos
habitantes do Eixo Sul que têm lá sua vida, como os braceiros mexicanos no sul dos EUA, a Flórida com os latinos (inclusive os brasileiros), a França com os africanos, a Alemanha com o movimento dos skin heads. O chamado Eixo Norte chama esta população de "Novos Bárbaros".
Como você pode perceber, focos de tensões é o que não falta para ser estudado, porém nesta parte do conteúdo é necessária uma constante atualização, pois movimentos separatistas, questões étnicas e movimentos religiosos sempre fizeram parte da história do homem.
Como percebemos pelo texto, as causas são variadas e as suas abrangências vão ser diretamente
proporcionais à atenção da mídia mundial.
Definição de Foco de Tensão, adotada pelo World Priorities, instituto independente americano:
"... um conflito deve ser caracterizado como guerra quando envolve um ou mais governos e causa mais de mil mortes por ano ..."

ÁFRICA: UM CONTINENTE COM "DOR"
No final do atual século, percebemos que as guerras civis prolongadas, envolvendo ainda elementos políticos do socialismo versus capitalismo começam a chegar ao fim, como no caso de Angola e Moçambique e nos outros diversos casos examinados.
Não há qualquer chance de se recuperarem rapidamente, como no caso destes dois países que apresentam minas terrestres por toda parte, levando a mutilação e a morte principalmente para as crianças e as mulheres.
Esta África que se livra das questões ligadas à antiga ordem afunda-se em espasmos violentos na questão étnica: genocídios na Somália, Libéria, Ruanda, Burundi, herdados da artificialização territorial provocada pelo colonialismo europeu, onde o "combustível" para esta violência gira em torno das "brigas étnicas".
Abandonado pela atual ORDEM ECONÔMICA, que não vê no africano um elemento de mercado, o continente afunda-se cada vez mais na miséria, fome e instabilidade política.
A questão religiosa aflora em conflitos que esbarram em regimes ditatoriais, como na Argélia e no Sudão.
Terroristas agridem continuamente os turistas no Egito para desestabilizar o governo, que tem esta atividade como importante fator da economia. Poucos são os países que vivem uma transição para a democracia. Com uma população inferior a 800 milhões, cerca de quase 200 milhões têm problemas com a fome.
Em sua grande maioria, as epidemias espalham-se pelo continente. Grande parte das doenças endêmicas tornaram-se epidêmicas. A AIDS avança a níveis alarmantes na África equatorial.

AS QUESTÕES EUROPÉIAS
A multipolaridade, caracterizada pelo agrupamento de países em blocos econômicos, derrubou fronteiras, unificou as Alemanhas, mas não conseguiu acabar com as emergências de nacionalismo nem dentro da Europa. Destes conflitos deve-se destacar o mais violento dentro da Europa após a 2ª Guerra Mundial, que é o caso da ex-Iugoslávia.
Diferente das crises que aconteceram na Europa, o caso da Iugoslávia é anterior à desintegração do leste europeu. Na realidade, os diferentes grupos étnicos estiveram sufocados pelo antigo mandatário iugoslavo, Marechal Tito, substituído por Slobodan Milosevic, de origem sérvia. Slobodan Milosevic andou na contramão da história, quando provocou a chamada "Explosão dos Bálcãs", nos anos 90, com a Guerra da Sérvia (Iugoslávia) X Croácia e Sérvia (Iugoslávia) X Bósnios. Somente com a interferência norte-americana este conflito teve fim.
Ainda assim Slobodan provocou o conflito de Kosovo, fazendo o mundo lembrar, com angústia, a questão dos Bálcãs. Em setembro de 2000, o presidente Slobodan convocou uma eleição, vencida por Vojislav Kostunica, que assume o poder por pressão popular já que o antigo presidente recusava-se a sair do poder. Esse fato retira o isolamento do país em relação aos outros países europeus e leva os EUA a retirar o embargo que vigorava sobre a Iugoslávia.

KOSOVO - Uma nova ferida nos Balcãs
O presidente Slobodan Milosevic retira a autonomia política de Kosovo em 1989. Este fato provoca um levante da população, que se rebela. Em 1998, utilizando-se da questão da limpeza étnica, o exército iugoslavo ataca a população kosovar, que é de origem albanesa. Numa mobilização marcante da Comunidade Européia, a OTAN faz sua primeira intervenção na área e consegue, através de uma guerra cirúrgica, vencer o exército iugoslavo. A população de refugiados kosovares volta para sua área, que passa a ter a proteção da ONU, embora ainda continue pertencendo à Iugoslávia. Porém, deve-se lembrar que uma questão étnica não se
resolve com acordos e ainda encontram-se focos de racismo nos dois lados.
O presidente Slobodan Milosevic foi preso e julgado pela corte de Haia. Faleceu na prisão antes do fim dos julgamentos.

A Questão Basca
O ETA (abreviação de Euskadí ta Azkatasuna - Pátria Basca e Liberdade) é um movimento criado em 1958 com nobres ideais de independência e de luta contra a opressão do regime do ditador Francisco Franco. Os enigmáticos bascos vivem no cantão Nordeste da Espanha, onde apresentam um padrão de vida 10% acima da média espanhola, e uma parte a sudoeste da França. Habitam na região há tanto tempo que não existem registros históricos.
A população tenta manter o seu idioma lançando livros e canções na língua euskera. Atualmente, o domínio basco compreende três províncias da França e quatro da Espanha, terras chamadas de PAÍS BASCO ou EUSKADY. Pode-se hoje afirmar que a grande repressão à língua basca no governo franquista fez surgir um braço armado do ETA (que recebeu apoio do IRA e da OLP, e as armas chegavam da Líbia).
A fisionomia do grupo ETA se alterou quando, em 1977, a democracia chega à Espanha, mas não chegou a liberdade para o "PAÍS BASCO". O rei Juan Carlos, que iniciou o processo de redemocratização da Espanha, empenhou-se e foram aprovados os estatutos de autonomia de todas as províncias. A região passou a ter um governo próprio, sendo suspensas as restrições à divulgação da cultura e da língua basca.
Entretando o ETA-M (braço armado do ETA) não se satisfaz e intensifica as ações terroristas, exigindo a formação de um Estado basco independente.
As ações de ambas os lados se extremaram. O grupo ETA perdeu parte da popularidade que tinha junto à população espanhola.
Usando de diversas táticas para incomodar o poder central, os bascos hoje incentivam jovens secundaristas a lutar contra a opressão do governo contra os bascos.
Em 1997, as ações terroristas do grupo ETA-M levou milhares de espanhóis às ruas pedindo o fim de suas atuações.
O assassinato de um obscuro vereador da cidade de Ermua (Miguel Blanco), no País Basco, levou cerca de seis milhões de espanhóis às ruas para protestar contra o ETA.
Mesmo assim, o grupo não interrompeu suas atividades, e até o final de 1997 ocorreram mais dois atentados. Em um deles morreu um policial.
No final do século passado , estando em pleno processo de União Européia, os líderes bascos dizem-se favoráveis à União, mas querem dela fazer parte, não sendo um adendo da Espanha, e sim formando um novo país.
O recrudescimento da questão basca volta com novos atentados do grupo ETA, no ano 2000. O governo espanhol é pressionado pela população, pedindo medidas mais radicais contra os atos terroristas.

A Questão Irlandesa
A República do Eire ou Irlanda ocupa quase toda a extensão da segunda maior ilha do arquipélago britânico; ao norte, encontram-se os seis condados ocupados pelo Reino Unido, que formam a Irlanda do Norte (Ulster).
Depois de anos de lutas internas, o país iniciou seu processo de formação no início da década de 20, mas somente em 1949 a Irlanda proclama-se república e retira-se da Commonwealth. Os seis condados do norte, no entanto, permanecem sob domínio britânico, embora todos os partidos políticos irlandeses considerem que eles são parte do país. Assim, pela Constituição irlandesa, qualquer cidadão do norte pode votar e ser eleito na República do Eire.
Uma das principais causas dos conflitos locais é o fato de que a maioria da população do Ulster é composta por descendentes de colonizadores ingleses e escoceses, que seguem o protestantismo. Esse grupo social, que conta com o apoio de Londres, mantém o controle econômico e político sobre a população nativa da região, que se compõe de uma minoria de católicos.
Após 1968 - início do movimento de defesa dos direitos da comunidade católica - surgiu o braço armado das organizações políticas católicas, o IRA - Irish Republican Army (Exército Republicano Irlandês), responsável por inúmeros atentados a bomba e assassinatos. Em resposta, os protestantes organizaram-se em grupos paramilitares; o conflito tomou proporções de guerra civil, com a intervenção de tropas militares inglesas. Têm sido anos de conflitos, mortes, terrorismo e ações militares, que não apontam para nenhuma solução a curto
prazo entre a maioria protestante (que quer continuar vinculada ao Reino Unido) e a minoria católica (que quer integrar-se à República do Eire).
O governo britânico do primeiro-ministro John Majors consegue um acordo entre o IRA e os Paramilitares em 1998, que ficou conhecido com o nome de Acordo da Sexta-Feira Santa. Embora este acordo esteja prestigiado, o radicalismo entre esses dois grupos ainda se faz presente. No início do século XXI, acontece a entrega simbólica das armas do IRA ao governo britânico

Os curdos
Os curdos pertencem a um grupo étnico e lingüístico que viveu tradicionalmente nas montanhas Taurus, na Anatólia oriental, e a partir dali se espalhou pelo Irã, outras áreas da Turquia, Iraque e Síria. A região é conhecida como o Curdistão (país do curdos). A língua curda tem raízes comuns com o farsi e o pashto, falados na parte ocidental do Irã.
Tradicionalmente, os curdos foram pastores nômades, que iam atrás de seus rebanhos desde a
Mesopotâmia até as montanhas da Turquia e do Irã.
A maioria dos curdos são muçulmanos sunitas, mas também há seguidores de outras seitas. Eles têm fama de excelentes guerreiros, e de todos os chefes militares curdos, sem dúvida, Saladin - que enfrentou as expedições das Cruzadas - é o mais conhecido. Apesar de terem uma
história tão antiga nessa região, os curdos nunca conseguiram organizar um Estado independente.
O atual nacionalismo curdo surgiu após a divisão do Curdistão entre vários países, ao ser derrotado o império otomano, no final da Primeira Guerra Mundial. Nessa época, o presidente norte-americano Woodrow Wilson exortou que se garantisse a todas as minorias não turcas
o direito a formas autônomas de organização, alimentandoo sonho dos curdos de um dia obterem sua autodeterminação.
FONTE: REVISTA 3º MUNDO - FEV. 1995

A Questão Chechênia
Localizada na região sudoeste da Federação Russa, a Chechênia é habitada pelos chechenos, o maior grupo étnico de caucasianos do norte. Metade do território checheno abrange planícies férteis, e os rios Terek e Sunja cortam o território. O forte senso de regionalismo se reflete
no fato de 98% da população adotar a língua chechena.
Em resposta às reivindicações de autonomia política da Chechênia, o presidente russo Putin enviou tropas em 1999 e 2000 para ocupar a capital da Chechênia.
As forças russas enfrentaram uma feroz resistência da população chechena mas conseguiram tomar Grozni em janeiro de 2000. Este conflito é condenado internacionalmente e seu final está longe de acontecer.
A Comunidade dos Estados Independentes (CEI, ex-URSS), ainda politicamente instável, apresenta diversos movimentos étnicos que poderão resultar em possíveis conflitos, principalmente nos países islâmicos, devido à grande influência do Oriente Médio. Um exemplo deste fato é a questão do Daguestão, que já preocupa o governo russo.
Apesar do grande desenvolvimento da União Européia, esta região passa por crises de desemprego que têm aumentado a questão da Xenofobia na França e Alemanha, onde se desencadeou um movimento neonazista, principalmente na antiga Alemanha Oriental, onde cerca de 20% da mão-de-obra encontra-se desempregada, aumentando a onda de intolerância contra os imigrantes e a grande tensão dos alemães ocidentais, que reclamam do governo por terem de "pagar a conta".

AS QUESTÕES AMERICANAS
A América Latina ainda se mostra dependente do autoritarismo e da influência norte-americana, além de sua grande dependência econômica.
O caso da Nicarágua, onde a Frente Sandinista depôs a ditadura de Somoza em 1979, trouxe para dentro da América Latina uma economia mista pluripartidária que sofreu intensa pressão do governo norte-americano.
As guerrilhas que apareceram nos anos 60 e 70, inspiradas nas tendências socialistas, perderam o sentido na NOVA ORDEM MUNDIAL, mas as causas que levaram a estas guerrilhas persistem, pois na nossa AMÉRICA LATINA a miséria e a desigualdade social são ainda muito grandes nos anos 90.
México, Peru e Colômbia ainda têm dentro de seus limites grupos armados guerrilheiros que esperam a melhoria da qualidade de vida de suas populações. Não podemos, também, nos esquecer da presença de Cuba, que sofre o bloqueio econômico dos EUA, e que a duras penas sobrevive a este fato.
México: No México, o Exército Zapatista sublevou o Estado Chiapas em 94, exigindo "pão, saúde, educação, autonomia e paz". O objetivo básico deste grupo é despertar a consciência do país para a falta de democracia e para a condição dos indígenas. Apesar de várias perseguições feitas pelo governo a este grupo, ele continua agindo clandestinamente e lutando pelos seus ideais.
A nível internacional, acusam o PRI, partido político há mais de sete décadas no poder, de fraudar eleições e viver em um mar de corrupções. Em 2000, o PRI perde o comando político do país para um partido de direita, o PAM.
Guerrilha Urbana: Em 1996, surgiu o Exército Popular Revolucionário (EPR), que luta contra a interferência dos EUA no país e contra a política neoliberal. Este grupo tem-se tornado conhecido como El Barzon. Sua insatisfação é percebida, principalmente, na classe média. A ausência de uma liderança não deixa este grupo ter grande ascensão, devido ao fato de o governo ter na cidade mais facilidade de combatê-lo.
Peru: No governo do Presidente Fujimori, o movimento maoísta do Sendero Luminoso, grupo terrorista ligado à guerrilha rural, sofreu um grande golpe com a prisão de seu líder principal Abimael Guzman, e mais uma dezena de guerrilheiros que foram condenados à prisão perpétua. Com a imposição de Fujimori, é elaborada uma nova constituição no país, que limita a ação do ESTADO, possibilita a reeleição e ainda prevê pena de morte aos terroristas. Outro importante grupo terrorista, o Movimento Revolucionário Tupac-Amaru, inspirado no guevarismo, concentrou sua ação nas cidades e, no final de 1996, invadiu a embaixada japonesa. Mais uma vez a mão forte de Fujimori fez-se sentir com a invasão da embaixada e extermínio de todos os terroristas. Em 2000, Fujimori é eleito pela 3ª vez presidente do Peru. A esquerda denuncia a fraude. No final do ano 2000, após séria crise decorrente das confirmações de corrupção dos membros do governo, numa viagem ao Japão, onde representava o Peru, Fujimori, fazendo uso de sua cidadania japonesa, renuncia através de carta enviada ao Congresso peruano. Sua renúncia não é aceita e ele é demitido do cargo por incapacidade de governar.
Colômbia: Este país vive em permanente estado de tensão. A ação terrorista do FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - e do ENLC - Exército Nacional de Libertação da Colômbia - tem levado pânico a toda a população do país. Cerca de 40% do espaço territorial do país encontra-se nas mãos destes dois grupos, que utilizam o narcotráfico para combater o governo federal.
Alguns grupos guerrilheiros latino-americanos abandonaram os confrontos com o governo e se
tornaram partidos políticos, saindo da ilegalidade. Na América Latina, este parece ser o procedimento de inúmeros grupos radicais que optaram pela legalidade, já que na NOVA ORDEM não há espaço para este tipo de ação política. São exemplos deste procedimento:
• Frente Sandinista na Nicarágua
• M-19 na Colômbia
• Frente Farabundo Martí - El Salvador
• Grupos guerrilheiros na Guatemala.
Com grupos guerrilheiros trilhando o caminho democrático, uma nova luz clareia a vida dos latino-americanos.
A Questão Cubana: A posição estratégica de Cuba, a pouco mais de 150 km da Flórida, fez deste país um aliado do mundo soviético a partir dos anos 60. Região que durante a Guerra Fria foi um dos focos mais nervosos, tem hoje dificuldades para sobreviver após a desintegração do regime soviético.
O bloqueio econômico decretado pelos EUA nos meados da década de 60 só foi sentido na década de 90.Cuba tem sobrevivido a duras penas, suportando pressões internas e externas que resultam em um caos social interno.
O período crítico desta crise foi em 1994, com a questão dos "balseros", que se lançaram ao mar aos milhares para atingir a costa da Flórida.
Apesar de sofrer pressão dos demais países latino-americanos, os EUA se mantêm firmes no propósito de derrubar o governo de Fidel Castro. A Lei Helms-Burton, criada no governo de Bill Clinton, penaliza ainda mais a Ilha.
Novas crises poderão surgir dentro da antiga Europa Oriental, onde a passagem da economia planificada para a economia de mercado tem provocado desemprego e queda da qualidade de vida.

4 comentários:

Emmerson disse...

Não sei se ainda posta por aqui,mas ainda continua com altíssima qualidade em resenhas e "sabência" de geografia. Sem dúvida esse é o objetivo do conhecedor imprimir no mundo a marca de saber compartilhar. Abraço. Emmerson - Professor de geografia - Formiga MG - Anglo.

sasa disse...

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donna disse...

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be disse...
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