sábado, 25 de abril de 2009

Tendências

As Grandes navegações
Nos últimos séculos a expansão comercial do mundo foi alavancada pela Europa dos grandes navegadores, principalmente Portugal e Espanha, posteriormente substituidos pela Inglaterra, com duas guerras mundiais e o declínio das nações européias, nos últimos anos este papel foi assumido pelos EUA, porém a história nos mostra, juntamente com os números, que, o futuro será diferente.
Rumo ao Oriente
Um estudo elaborado pelo Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri), encomendado pela União Européia (UE), e com a utilização de modelos matemáticos com o objetivo de obter uma visão da evolução do comércio para os próximos 50 anos, concluiu que: será do outro lado do planeta , no Oriente, que estará concentrado o dinamismo da economia mundial para os próximos anos.
Não é novidade hoje no quadro econômico mundial o crescimento da Ásia. A EIU - Economist Intelligence Unit, prevê que a China será a segunda maior economia do mundo em 2030, à frente do Japão. Mas ainda terá um tamanho equivalente à metade do PIB norte-americano
China - A Terceira Economia do Mundo
Mantendo o atual ritmo de crescimento anual em torno de 10%, a China, que já foi a sétima economia do mundo, já deixou para trás Itália, França e Inglaterra, vai ultrapassar a Alemanha e se tornar a terceira maior economia do mundo antes do final de 2007, prevê a EIU (Economist Intelligence Unit). Até o fim de 2007, a China terá um PIB de US$ 3,2 trilhões, comparado a US$ 2,9 trilhões da Alemanha. O país asiático ficará atrás apenas dos EUA e do Japão na classificação das maiores economias globais. A China que tem uma participação no PIB mundial de 15%, Chegará ao ano de 2050, com 21%, significando um crescimento de 60%.
Índia - Crescimento e Contrastes
A Ásia do Sul, com países como a Índia, terão um forte crescimento, passarão de 5%, para 10% , dobrando a sua participação no PIB mundial. Na primeira fase, o país registrava taxas médias de crescimento de 3,5% e tinha dificuldade de ultrapassar esse teto, como o Brasil de hoje. A partir de 1991, com a redução da presença do Estado, a abertura ao capital estrangeiro e o início da liberalização da economia, a média subiu para 6% ao ano e, desde 2003, tem ficado em torno de 8%.
Europa - União para Sobreviver
Em contrapartida e se nenhuma política for mudada, mantendo as atuais taxas demográficas e produção, a participação da Europa no PIB mundial, que hoje é de aproximadamente 25%, vai cair para próximo de uns 10%. Será uma lenta, mas inexorável saída da História. Este estudo também quer indicar caminhos para a sobrevivência da União Européia (UE). Para continuar na competição uma saída é estimular a imigração(*), pois o crescimento da população na Europa esta comprometido, basta olhar que a média de filhos por mulher na região é de 1,4. Sendo que o mínimo desejável para a renovação de gerações é de 2,2. Mantido este rítmo de crescimento populacional em 2050, a população da União Européia será inferior a população do mercosul.
América
As Américas também verão a sua participação reduzida, ainda que a o Mercosul consiga aumentar em cerca de 30% seu peso econômico. Para o Mercosul, é hora de alinhavar acordos com o maior número de parceiros para não ser apenas um nome na história. Para ganhar peso na economia mundial é preciso desenvolver relações equilibradas com a Ásia, a Alca e a UE.
A Nova Geopolítica
Este deslocamento do eixo econômico do mundo para o Oriente, redesenha também uma nova geopolítica, transparecendo a disputa entre países ricos por uma fatia de influência nessa nova ordem. A briga por espaços de influências no mundo globalizado por nações periféricas já começou, uma prova disso é a ofensiva Chinesa ou Neoimperialismo Chinês na África onde novamente tona-se o lugar onde as superpotências competem pelo domínio político e a exploração dos recursos minerais.