quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Prova 2º ano dia 04-11-2009

01 – (UFMG 2007) No início da segunda metade do século XX, o desenvolvimento econômico e tecnológico contribuiu para alimentar a idéia de que as religiões passariam a segundo plano, sobretudo nas sociedades progressivamente contempladas com a modernização proposta pelo mundo ocidental. No entanto os fatos que se desenrolaram a partir do final desse mesmo século contrapõem-se a tal idéia.

Considerando-se esses fatos, é INCORRETO afirmar que:

A) as sociedades, em alguns países africanos e asiáticos, continuam submetidas aos fundamentos religiosos e não, aos códigos civis propostos, apesar da influência da colonização ocidental na estruturação jurídica de seus Estados.

B) os conflitos com raízes em divergências religiosas ainda resultam em guerras civis e massacres violentos de minorias, o que tem contribuído para aumentar a população de refugiados em diferentes partes do mundo.

C) os cristãos evangélicos e católicos, em países da América Latina, e os protestantes fundamentalistas, nos Estados Unidos, vêm aumentando sua representatividade nos governos e, conseqüentemente, no próprio poder de interferir em decisões políticas.

D) os líderes religiosos que assumiram o poder em alguns países têm defendido a oficialização de uma pluralidade de religiões, o que tem provocado reações, por vezes violentas, de minorias radicais da sua população.

02 - (CEFET) Sobre a África, analise as seguintes afirmativas.
I. As primeiras eleições multirraciais do país, em 1960, encerraram o apartheid e inauguraram a
democracia no país.
II. Foi retalhada em territórios coloniais a partir do Congresso de Berlim (1884-1885).
III. A crise africana tem raízes políticas e devastadoras conseqüências econômicas. A essência do
problema é a falência dos Estados.
IV. A Guerra Fria teve pouco impacto na evolução política dos Estados africanos.

São corretas:
a) apenas I e II
b) I e III
c) II e III
d) III e IV
c) I, II e IV.

03 - “Na Arábia Saudita, as mulheres não têm direitos políticos de qualquer espécie. Não podem votar. Não podem ser eleitas. Não podem, aliás, caminhar na rua sem a companhia de maridos ou familiares: as autoridades sauditas não toleram atos de ‘prostituição’. E quando uma mulher é violada, o mais provável é ser ela a principal responsável, punida com prisão e chicotadas. Uma coisa é defender as reivindicações das mulheres no Ocidente liberal-democrático. Outra, bem diferente, é lutar pelos direitos das mulheres onde elas são realmente humilhadas e oprimidas. No primeiro caso, o gesto é premiado com um lugar na universidade, ou na mídia; no segundo, com um lugar na cadeia, ou no caixão.” (Luís Pereira Coutinho, Folha de S.Paulo)

A análise do texto acima permite-nos concluir que

a) valores ocidentais da atualidade, como a igualdade entre os sexos, devem ser universalizados, pois o mundo globalizado não pode permitir a sobrevivência de costumes e padrões culturais bárbaros e ultrapassados.

b) o multiculturalismo, bastante perceptível atualmente pela rapidez na difusão de informações, deve fazer com que o Ocidente aceite coexistir com civilizações e valores que lhe possam parecer estranhos, inclusive no tocante à condição feminina.

c) existe um choque evidente entre os valores democráticos do mundo laico ocidental e os de outras culturas, teocráticas e orientais; estas tendem a ver certos valores ocidentais como uma forma de imperialismo cultural.

d) o feminismo tornou-se um valor cultural global, o que justifica as pressões para retirar as mulheres da condição aviltante em que se encontram em muitos países, dentro da perspectiva de igualdade entre os sexos dominante na civilização ocidental.

e) as mulheres pertencentes a ambientes socioculturais pouco permeáveis à influência dos valores ocidentais têm se revelado sensíveis à ação de líderes feministas locais, organizando-se contra a milenar supremacia masculina vigente em seus países.

04 – Pelo Plano de Partilha da ONU, de 1947, como seria a situação da cidade de Jerusalém?

Jerusalém ficaria com o status de cidade internacional.


05 - Ufrr) “Ate o final da decada de 80, existiam na Africa treze conflitos regionais (Angola, Etiópia, Libéria,
Sudão, Chade, entre outros). Um ano depois, esse número diminuiu para seis diante dos altos custos de sua manutenção. Com o relaxamento das tensões EUA-URSS (distensão), os países africanos também deixaram de ser o desencalhe de armas convencionais dos dois países. Entre 1984 e 1987, as despesas militares diminuíram de 5,2% do PNB acumulado dos países em conflito para cerca de 4,3%. O cenário que resulta é desolador. Destruição econômica e desestruturação social, com a disseminacao da fome e da epidemia da AIDS.”

(OLIVA, J. e GIANSANTI, R. Espaço e modernidade: temas da geografia mundial. São Paulo: Atual, 1995).

Os conflitos existentes na África, juntamente com a fome e as epidemias, são elementos que constituem
o triste cenário deste continente. Entre as explicações para compreendermos a existência dessas intermináveis guerras regionais, podemos apontar que:

a) A atual disputa pelo potencial mercado de alimentos impulsiona as grandes potências africanas a investirem maciçamente na produção e venda de armamentos.
b) O continente africano exerce importante papel estratégico nas relações políticas e ideológicas entre os países que compõem os blocos econômicos mundiais.
c) Os conflitos ocorrem por conta do interesse de diversas tribos em constituírem um espaço comum africano para agregar as diversas comunidades em um mesmo grupo étnico-lingüístico-cultural.
d) As atuais fronteiras foram traçadas pelos colonizadores europeus sem respeitar a antiga organização tribal e a distribuição geográfica das etnias no continente.
e) As comunidades étnicas optaram por entrar em conflitos armados estimulados pela inserção do capitalismo neoliberal e, principalmente, por conta dos diversos produtos industrializados disponíveis nos mercados africanos.

06 - (Unifor) Analise o gráfico para responder à questão.

Assinale a alternativa que reflete as condições sul-africanas apresentadas no gráfico.

a) Com o fim do apartheid vários países europeus romperam relações com a África do Sul, o que provocou uma forte crise econômica.
b) A ascensão de novos países emergentes como a Nigéria tem provocado problemas sociais e econômicos à África do Sul.
c) Após um “boom” de crescimento pós-apartheid, a África do Sul tem apresentado vários problemas que se refletem na sociedade local.
d) O fraco crescimento econômico do país é um obstáculo à absorção dos negros no mercado de trabalho.
e) O fim da política do apartheid não conseguiu ainda promover de forma significativa a inclusão dos negros na economia.

07 - (Unifap) A partilha do continente africano no final do século XIX pelos colonizadores europeus criou as chamadas fronteiras artificiais. Grande parte destas fronteiras foi mantida após o processo de independência dos países africanos.
Com base nesse contexto e nos conhecimentos sobre o assunto, é correto afirmar o que se segue.

(01) A definição de fronteiras artificiais refere-se ao fato de que diversas nações e grupos étnicos, muitos deles rivais, foram colocados dentro de um mesmo território colonial, não respeitando as suas diferenças.
(02) Com o processo de descolonização da África e a manutenção das fronteiras artificiais, intensificaram-se os conflitos pela disputa de poder entre as etnias sobre o território.
(04) Dentro dessas fronteiras artificiais, no período entre as Grandes Guerras Mundiais, os Estados
Unidos e a União Soviética, interessados em aumentar sua influência no continente africano, financiaram e estimularam os conflitos.
(08) Além das fronteiras artificiais, outros fatores que têm motivado os conflitos dentro do território africano são os de ordem sócio-econômica (pobreza e epidemias) e ambiental (desertificação e estresse hídrico).

SOMA DAS CORRETAS:

Resposta 11 (1+4+8)

08 - (Ufrj)

“UMA REGIÃO QUENTE”

“O Oriente Médio é uma região à qual a imprensa sempre se refere como uma área conturbada, espécie de barril de pólvora com o estopim aceso, prestes a explodir. Essa imagem explica-se em função de ser essa região do mundo o lugar onde talvez ocorram os conflitos mais intensos.”
Adaptado de Olic, Nelson B., Oriente Médio, São Paulo: Moderna. 1991.

Apresente três fatores que originam os conflitos entre países do Oriente Médio.

Entre os fatores geradores desses conflitos encontram-se: petróleo; território; água; religiões e facções religiosas.


09 - (Espm) Observe o texto que aborda a recente crise no Líbano:

Como ensina a Geografia Política, entregar território significa derrota política; ao vencedor, as terras (e não as batatas). Acossado internamente e assistindo a uma possível conexão xiita Irã-Hezbollah, via Síria, Israel tratou de agir. (Carta Capital na Escola, setembro, 2006.)

Sobre o cenário geopolítico do Oriente Médio abordado pela matéria, podemos inferir que:
a) O grupo Hezbollah reivindica a devolução das Colinas de Golan ao Líbano, ocupadas por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1973.
b) A conexão religiosa mencionada no texto, envolve o Irã, Líbano e a Síria, três países de maioria xiita.
c) O Hezbollah é produto da ocupação israelense no sul do Líbano em 1982 e atua na região com freqüentes ataques à Israel.
d) Ao lado do Hammas, o Hezbollah é um grupo palestino que tem sua base na Faixa de Gaza.
e) A partir da Cisjordânia, o Hezbollah faz incursões a Israel e reivindica a devolução dessa importante e fértil região

10 - (Espm) Observe o texto e o mapa a seguir:

A partir de amanhã, soldados e policiais de Israel desarmados vão passar de porta em porta nos assentamentos judaicos (...) e notificar os moradores de que a permanência em suas casas depois desta quarta-feira será ilegal e que serão retirados à força. O plano envolve a transferência de 8.500 pessoas, 38 sinagogas e 48 túmulos.
(Folha de S. Paulo, 15/08/05)

A região em questão, alvo de disputas entre palestinos e judeus desde 1967, e devolvida em agosto à Autoridade Palestina, está representada com o número:

a) 1
b) 4
c) 2
d) 3
e) 2 e 3


PROVA b


01 – (UFMG 2006) A atual distribuição geográfica das grandes religiões constitui tema cada vez mais oportuno, em razão de suas ligações com questões políticas e relacionadas a tensões e conflitos.

Considerando-se essa informação, é INCORRETO afirmar que

A) o Islamismo, além de estar presente na imensa região que vai da África Ocidental às ilhas do Sudeste Asiático, tem constituído núcleos ativos e crescentes, embora minoritários, em várias capitais européias.

B) o Budismo e o Confucionismo são religiões que apresentam crescimento expressivo na Ásia e no Extremo Oriente, em decorrência do sentimento nacionalista que geram.

C) o Cristianismo, na Europa, está dividido em vários grandes ramos, entre eles, em especial, o Catolicismo Romano, o Protestantismo, o Anglicanismo e o Cristianismo Ortodoxo, enquanto, nas Américas, predominam os dois primeiros.

D) o Cristianismo Ortodoxo, resultante de um cisma, está presente e é influente em alguns países eslavos, tanto nos Bálcãs como no Leste Europeu, na Grécia e em algumas regiões asiáticas.

02 - Nesta região, exploram-se os fosfatos no Marrocos e na Tunísia (…) No Saara, exploram-se enormes jazidas de ferro na Mauritânia e de petróleo e gás natural na Argélia, Líbia e Tunísia. Nesta região, como nas demais áreas subdesenvolvidas, os contrastes são uma constante. Enquanto máquinas sofisticadas extraem, beneficiam e transportam os produtos minerais, a maioria da população local continua pastoreando os seus rebanhos ou praticando a agricultura de subsistência como há centenas de anos.

Com respeito à África do Norte, qual das situações seguintes representa melhor a problemática contida no texto acima?

a) O atraso social e econômico das populações nativas é devido a arraigadas tradições culturais dos pastores.

b) A tecnologia moderna é capaz de vencer os obstáculos apresentados pela aridez do Saara.

c) O petróleo, o gás natural, os fosfatos e outros recursos minerais são riquezas estranhas à população da África do Norte.

d) As populações locais praticam a agricultura de subsistência e o pastoreio, solidárias com as máquinas sofisticadas.

e) O contraste entre dois setores distintos na economia (o moderno e o tradicional) é positivo e um não interfere no funcionamento do outro.

03 - (Fmtm) Observe as afirmações:

I. quase a metade dos 700 milhões de habitantes dessa região do planeta vive em extrema pobreza, com renda abaixo de um dólar por dia;
II. de cada dez pessoas portadoras do vírus HIV no mundo, cerca de sete vivem nessa região do planeta;
III. a história recente dessa região registra grande número de guerras civis e golpes de Estado. Os conflitos étnicos e religiosos estão associados, na maioria dos casos, à disputa pelas riquezas naturais regionais.

As afirmações contêm a problemática de países localizados

a) no Magreb africano.
b) no Golfo Pérsico.
c) na África Subsaariana.
d) na América Central.
e) nas Antilhas.

04 – Pelo Plano de Partilha da ONU, de 1947, como seria a situação da cidade de Jerusalém?

Jerusalém seria uma cidade com status internacional.


05 - (Ufes) Atenção! Analise as informações constantes no gráfico abaixo para responder a questão.

As nascentes do rio Jordão se localizam no encontro de fronteiras entre Israel, Síria e Líbano. O Jordão flui em direção ao sul, passando pelo lago Tiberíades e desaguando no Mar Morto. Em relação aos recursos hídricos dessa região, é INCORRETO afirmar que

a) o projeto hídrico de Israel e a oposição da Síria a esse projeto foi um dos motivos da Guerra dos Seis Dias.
b) as nascentes do Jordão situam-se nas Colinas de Golã, que foram ocupadas por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, perdurando essa ocupação até hoje.
c) uma parcela maior dos recursos hídricos do rio Jordão era reivindicada pelo Estado Palestino e pela Jordânia.
d) o aqüífero pouco volumoso da planície costeira ocidental do território israelense contrasta com o volumoso lençol subterrâneo do platô central, situado no território da Cisjordânia.
e) as águas do rio Jordão, no trecho em que ele corta o norte da península do Sinai, foram objeto de disputa entre Israel e Egito, a qual teve fim com o acordo de Camp David.

06 - (Unifacs) O perfil racial da Fundação Unipalmares é único na América do Sul e há poucas como ela no mundo. O projeto excita e atrai muita gente, como Jairo Abud, professor titular da Fundação Getúlio Vargas, que se apresentou à Unipalmares no início de 2005. A diretora, acanhada, disse que não teria como pagá-lo. Ele respondeu: “Não estou perguntando quanto ou como a senhora vai me pagar, estou dizendo que vou dar aula aqui”.
Inevitável provocar a diretora sobre o tema da democracia racial: “Minhas opiniões sobre isso se aprofundaram. Hoje eu posso falar a partir de um conhecimento empírico. Eu discordava da democracia racial de Gilberto Freyre, sacava as dificuldades do negro. A importância disto aqui é que nossos alunos têm uma melhoria macro: observo mudanças no modo de eles falarem, de se comportar, a postura, as roupas, o padrão de consumo. Eles começam a ler e selecionar o que lêem. Não importa o que aconteça daqui pra frente, nós já conseguimos fazer nosso aluno entender que aqui ele pode, e alguém da família dele pode também. Olha, estou vivendo a democracia racial pela primeira vez”.

(ZIBORDI, 2007, p. 8).

A questão racial no Brasil tem suas origens históricas na escravidão e na situação do negro após a Abolição. Ações políticas, como a da Unipalmares, representam, no contexto da sociedade brasileira,

a) uma comprovação da existência da democracia racial no país, fruto da miscigenação étnica que deu origem ao povo brasileiro.
b) uma política de ação afirmativa, que, através de mecanismos compensatórios, busca corrigir uma injustiça social no país.
c) o reforço do preconceito racial, pois prova a incapacidade intelectual dos negros para ingressarem na universidade sem mecanismos facilitadores.
d) a tese de que a diferenciação ocorre por critérios sociais e não de cor, na medida em que não existem manifestações de racismo na sociedade brasileira.
e) um retrocesso, ao permitir o ingresso na universidade de pessoas desqualificadas, utilizando-se apenas do critério racial e nenhum mecanismo de aferição de conhecimento.

07 - (Uece) Localizado no sudoeste do continente asiático, o Oriente Médio é um território limitado pelos
mares Negro, Mediterrâneo e Vermelho, pelo Golfo Pérsico e pelo Mar Arábico, no Oceano Índico. Em termos geopolíticos é considerado como um barril de pólvora devido ao complexo e explosivo clima político, fundamentado por princípios religiosos que orientam permanentes conflitos. Sobre o território em questão, assinale o INCORRETO.

a) Nele se concentra a maior riqueza do continente asiático. Localizados no Golfo Pérsico, os seus lençóis petrolíferos são considerados os maiores do globo terrestre.
b) A Faixa de Gaza e a Cisjordânia constituem as principais áreas de conflitos entre árabes e judeus, palcos de sangrentas manifestações travadas entre radicais islâmicos, bem como, de radicas israelitas
que não desejam a formação de um estado palestino.
c) O fundamentalismo islâmico, cujo ideário é a revogação dos costumes modernos e a aplicação da lei corânica à vida cotidiana, bem como, uma rejeição completa ao mundo moderno, galgaram o cenário político do Oriente Médio, a partir da Revolução Xiita iraniana, em 1979.
d) Com exceção do Líbano, onde a maioria da população segue o judaísmo, os demais países do Oriente Médio professam o islamismo como religião.

08 - (Ufrj)

“UMA REGIÃO QUENTE”

“O Oriente Médio é uma região à qual a imprensa sempre se refere como uma área conturbada, espécie de barril de pólvora com o estopim aceso, prestes a explodir. Essa imagem explica-se em função de ser essa região do mundo o lugar onde talvez ocorram os conflitos mais intensos.”
Adaptado de Olic, Nelson B., Oriente Médio, São Paulo: Moderna. 1991.

Apresente três fatores que originam os conflitos entre países do Oriente Médio.

Entre os fatores geradores desses conflitos encontram-se: petróleo; território; água; religiões e facções religiosas.


09 - (Ufg) Leia o trecho do artigo de Demétrio Magnoli.

As etnias hutus e tutsis foram inventadas pelo poder colonial europeu, que encontrou uma sociedade organizada em torno de um rei de caráter sagrado, cuja autoridade se baseava numa aristocracia de proprietários de rebanhos (os tutsis) que subordinava a massa de camponeses (os hutus). Toda sociedade ligava-se por laços de dependência pessoal, que asseguravam certa coesão. Tudo começou com o censo, que registrou as duas “etnias”. Em 1926, o governo colonial emitiu documentos de identidade com rótulos “tutsi” e “hutu”. Manuais vulgares repetem, até hoje, narrativas históricas que opõem as etnias, usando, para tanto, razões científicas.

MAGNOLI, D. O país das cotas e do genocídio. Folha de S. Paulo, 19 ago. 2005. Ilustrada. [Adaptado].

O autor discute a relação entre os dois grupos envolvidos no conflito ocorrido em 1994, em Ruanda. Sobre a emergência desse conflito contemporâneo, pode-se afirmar que

a) o desacordo era anterior ao colonialismo, pois historicamente tutsis e hutus disputavam a posse da terra.
b) a distinção entre tutsis e hutus reforçou a oposição ao domínio colonial europeu.
c) o discurso histórico desqualificou a sacralidade da figura real, induzindo os grupos à rivalidade.
d) a exploração dos proprietários de rebanhos sobre os camponeses definia as relações étnicas.
e) as identificações étnicas, patrocinadas por ação governamental, fermentaram o conflito e o massacre.

10 - (Fgv – economia) A questão está relacionada ao depoimento do premiê Palestino Mahmmoud Abbas e ao mapa do Estado de Israel, apresentados a seguir.

“A saída de Israel é um passo histórico que não deveria terminar em... 1.., mas continuar na.2... e no resto da terra pré- 1948.”

As áreas 1 e 2 citadas pelo premiê palestino estão indicadas no mapa, respectivamente, pelos algarismos

a) I e II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e III.
e) III e IV